Nova Victoria’s Secrets: Reposicionamento de Marca Com Ativistas Feministas Vai Dar Certo?

O último desfile de Adriana Lima para o Victoria's Srecrets Fashion Show em 2018. Foto: Reprodução.

Olá menine, tudo bem? Hoje vamos falar de polêmica: quem nunca sonhou (pelo menos nas últimas gerações) em ser uma Angel por um dia que atire a primeira pedra. A Victoria’s Secrets, marca mundialmente conhecida por suas lingeries super sexys, perfumes e cosméticos (lembrando que a marca não é cruetyfree, ou seja, os cosméticos são testados em animais) e claro, pelas Angels com sua beleza de tirar o fôlego – e totalmente dentro de padrões estereotipados – chegou ao topo do mundo, e logo após, entrou em declínio com suas fortes polêmicas.

Sexualização e ObjetificaçãoResponsável por alavancar a carreira de tops brasileiras como Gisele Bündchen, Isabeli Fontana, Izabel Goulart, Adriana Lima e Alessandra Ambrósio, a Victoria’s Secrets cancelou os seus tão famosos Fashion Shows em 2018 após muitas críticas do público e polêmicas sérias.

Mulheres sempre com corpos perfeitos, rostos angelicais (daí vem o nome “Angels”) e lingeries super sexies eram um sonho para muitas mulheres, mas principalmente para os homens. As modelos desfilavam criações que serviam às fantasias masculinas: asas de anjos, corpos perfeitos e lingeries super sensuais. Esse tipo de comportamento é o que hoje enxergamos como sexualização e objetificação da mulher – como se estivesse ali para provocar e servir aos desejos e fetiches masculinos. Por muito tempo essa receita deu super certo, mas com as mudanças de comportamento entre as gerações, esse padrão passou a ser entendido como algo tóxico – para as mulheres, para o feminismo e para a masculinidade tóxica. Desta forma, com tantas críticas recebidas, o desfile tradicional da Victoria’s Secrets passou a ser visto como algo ruim, e assim foi perdendo público.

Reforço de Estereótipos e Padrões de Beleza

O que funcionava antes já não funciona mais: mulheres colocadas em um estereótipo de sexualização vão contra todos os ideais do feminismo (feminismo, gente, não feminismo liberal, que também atrapalha MUITO, mas vamos deixar o assunto para depois): aqui mais uma vez a mulher assume o papel de “servir” apenas para ser bonita, gostosa e sexy. Além disso, corpos altos, magros, malhados e super bronzeados reforçam a ideia de que para ser uma mulher sexy é preciso caber dentro daqueles padrões. É justamente o tipo de comparação que estamos lutando muito – e diga-se de passagem, não sei como anda essa luta pois as redes sociais contribuem muito para reforçar esse ideal de beleza irreal – para quebrar.

Assédio Sexual

Em 2018 a marca foi denunciada por várias modelos por assédio sexual. O ex-diretor de marketing Ed Raze foi acusado de assediar as modelos durante as apresentações, e em uma ocasião até de tocar na virilha de uma delas. A marca, na época, não desmentiu as acusações, e informou apenas “lamentar a situação e estar comprometida com melhorias e responsabilidades”.

Declínio e o Fim Dos Victoria’s Secrets Fashion Shows

Com tudo isso acontecendo, a Victoria’s Secrets foi perdendo audiência de seus shows e perdendo público, quando chegou a registrar uma queda de 40% no volume de vendas. Foi o momento de a marca cancelar os desfiles, em 2018, e fugir dos holofotes. Com tantas polêmicas – e absurdos – acontecendo ao mesmo tempo, todo o glamour da Victoria’s Secrets se perdeu e deu lugar a uma imagem sombria.

O Retorno da Victoria’s Secrets: Consciência, Arrependimento ou Oportunismo?

Nos últimos dias, a Victoria’s Secrets anunciou o fim das tão famosas Angels, e a sua nova era: a partir de agora, a marca trabalhará com ativistas, como por exemplo a jogadora de futebol Megan Rapinoe, que é lésbica e ativista pela igualdade de gênero.
Uma coisa é fato: nós estamos em tempos diferentes, a internet tem facilitado muito para que tomemos conhecimento de diversas questões sociais: o feminismo e seu propósito, machismo estrutural, padrões de beleza, hábitos de consumo, padrões de comportamento… E claro, com isso as marcas que têm o mínimo de atenção ao seu público e consumidor, vão adequar sua postura diante do momento atual. E isso é ótimo, porque nós, como consumidores, (em alguns casos, obviamente ainda existe uma parcela gigantesca de consumidores de qualquer segmento que não se importam com essas questões) nos sentimos melhores consumindo de marcas que têm consciência coletiva e se preocupam com a sociedade e o meio-ambiente. Porém no caso da Victoria’s Secrets, fica um questionamento: a marca está realmente preocupada com estas questões ou apenas está “surfando na onda” para conseguir seu espaço no mercado mundial novamente? É natural que marcas mudem seu posicionamento e sua forma de trabalhar, pois novas gerações chegaram com novas ideias e é preciso se adequar, e vendo por este lado, parece ser um movimento natural da marca. Mas devido ao seu histórico de polêmicas, fica difícil não imaginar que estas mudanças tão radicais não sejam apenas uma estratégia de “limpar a barra” diante de toda a sujeira que foi exposta nos últimos anos.
O mercado da moda está mudando, isso é fato, em todos os aspectos, que vão desde a inclusão de gêneros e diversidade étnica, até a preocupação com o meio-ambiente e uma moda mais consciente. Mudanças vem acontecendo, pois é inevitável permanecer como era. Marcas como Gucci e Versace, por exemplo, estão mais engajadas em questões ambientais, buscando uma moda mais limpa, menos poluente e sem crueldade.
De qualquer forma, aguardaremos por mais posicionamentos da marca, e veremos quais serão os novos rostos da Victoria’s Secrets: quais ativistas aceitarão fazer esse trabalho? E será que estas mudanças ajudarão a marca a voltar a ter um lugar ao sol entre as mais aclamadas do mundo? Veremos…
Agora me conta a sua opinião aqui nos comentários: você acha que essas mudanças da Victoria’s Secrets são motivadas por uma nova forma de pensar, ou é só uma tentativa de ganhar espaço novamente?
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 Quem sou eu?
Oi! Eu sou Kátia Malagodi, criadora do DMF, publicitária, modelo, vegetariana, apaixonada por moda sem regras, beleza sem crueldade, livros e música. Criei o blog DMF em 2016 pra compartilhar algumas ideias, e de lá pra cá aprendi muito e me apaixono cada vez mais pelo que faço! Me siga no Instagram @katiamalagodi pra acompanhar mais dicas e conhecer um pouco da minha rotina sem rotina, e siga o @docemaldadefeminina também pra acompanhar dicas exclusivas do Insta! Te encontro por lá!
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